
Sexo - Sem barreiras de idade
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É bastante considerável o número de pessoas chamadas ´´solteironas`` em nossa sociedade - muito mais que antigamente. O divórcio, a busca da identidade e a independência são alguns fatores que podemos considerar. Será ou não vantagem atingir uma certa idade e concorrer ao amor num mundo tão rápido e moderno como o nosso? A juventude carrega consigo muitas vantagens, tanto biológicas quanto culturais e sociais. A sedução e a plena satisfação sexual são relativamente fáceis de se conseguir. Já para a pessoa com mais idade, não é tão fácil assim. Será necessário, então, substituir o vigor físico pela inteligência, mas mantendo sempre a jovialidade do espírito. Muito pelo que, essa pessoa mais madura não deveria, por exemplo, se vestir como se vestiriam seus filhos, muitos menos seus pais, mas viver o seu presente de forma alegre e saudável. O que também não adianta, no caso das mulheres, excesso de maquilagem ou roupas de ´´gatinha`` quando as suas rugas e a flacidez são perfeitamente perceptíveis. Nem os homens esconderem a careca com peruca, pintarem os cabelos e bigodes ou apertarem a cintura em cintas elásticas. Mas ambos devem prolongar sua vida sexual e afetiva descobrindo novas formas que tenham o mesmo valor e sabor. As estatísticas sobre a sexualidade dos mais idosos têm o defeito de incluir na mesma categoria a satisfação sexual emocional com a puramente física. Um jovem pode se relacionar sexualmente vinte vezes em uma semana, e alguém com mais idade apenas uma, duas, mas que vale por trinta. É muito relativa essa análise, porém as pessoas mais maduras desenvolvem o seu prazer utilizando os recursos mais diversos. As pessoas que não foram felizes na juventude abdicam mais rapidamente do seu poder de sedução que outras; assim como as que viveram grandes amores têm maior capacidade de luta em busca de prazer sexual. Os mais velhos deveriam sentir-se com a idade da experiência e não com a idade da impossibilidade ou seu desempenho durante uma relação sexual. Só assim estariam propiciando maior satisfação no amor. Quando se faz amor? O ato amoroso, em geral, é praticado quando sobra tempo. O quarto é o lugar preferido. Todavia, a vida moderna faz com que as pessoas dêem preferência a outras atividades, e não ao sexo. O sexo matinal, por exemplo, que é muito bom, raramente é praticado, pois a obrigatoriedade de ir para o trabalho gera ansiedade nas pessoas e corta a possibilidade de prazer total. Se um dos dois, ou ambos, chegar em casa na hora do jantar, comem, vêem televisão e vão estar cansados e sem energias para o sexo. O amor deve ser feito quando as pessoas estão com vontade. É muito difícil superar a primazia do trabalho sobre o prazer, mas é uma luta que deve ser travada por todos. Atingir o orgasmo é imprescindível na vida das pessoas. Quem não sente plenamente, não tem autonomia, capacidade de luta, nem energia. A sensação orgástica não se limita à ejaculação e ao gozo, mas é a recompensa do amor, da busca do prazer e, ao mesmo tempo, o reequilíbrio das energias que circulam pelo corpo, como um curto-circuito. A plenitude orgástica é um misto de prazer físico e emocional, e requer dedicação dos parceiros para ser alcançada e nada tudo tão automático sem perceber os sentimentos um do outro. http://modarougebatom.blog.terra.com.br http://www.tagged.com/celsocolunista
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