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Casamento em Crise

Casamento em Crise

O Problema:

Jovem senhora casada e com filhos pequenos, que vive e trabalha com o marido, em crise no casamento, queixa-se do marido, de como ele é crítico e insatisfeito, de forma que, por mais que se dedique, tudo que ela faz está sempre errado pra ele. Mesmo assim, ela faz tudo pra segurar o casamento e já não está agüentando mais.

A Solução:

Primeiro, saída sempre existe. Se você não está enxergando, é porque está com os olhos fechados ou olhando pro lado errado. Numa situação destas, até porque o casamento é um bem importante pra todo mundo e ninguém quer ver o seu dar errado, a mulher tende a super valorizá-lo e passa a acreditar que não vive sem ele, muitas das vezes, acrescido do medo de criar sozinha os filhos. Tudo nesta vida vale a pena, se valer a pena, isto é, se for bom. E aí não é ser bom pro marido e pros filhos; é isso também, desde que seja bom pra você.

A mulher costuma colocar o seu desejo em relação aos outros: a seu marido, a seus filhos, ou ao futuro:a que um dia as coisas dêem certo. Essa característica tem relação com o próprio feminino, que se coloca como objeto de satisfação do outro, mas também com a cultura, que diz que a mãe deve se sacrificar pelos filhos, mas não diz até que ponto. Não quer dizer que as mães não devam pensar nos filhos, nem que não seja bom doar afetos.

A questão é que isso só se sustenta se quem o pratica estiver feliz, quer dizer, não é algo que se possa "segurar". É possível ficar satisfeita com doação desde que quem doa sinta que também recebe de alguma forma. Se tudo que se faz está errado e nunca satisfaz o outro, apesar dos esforços de quem está "segurando" o casamento, é porque algo está realmente errado. Ai é que está o ponto, isto que está errado pode não ser o marido, mas sim a falta de limites da mulher, que vai dando, dando, e no fim não sabe mais nem o que ela quer.

Casamento, como tudo na vida, precisa de uma resposta clara pra quem o pratica, seja homem ou mulher: "O que eu quero do meu casamento?" Só a partir daí é que se pode realmente avaliar se o bem tão precioso é realmente uma jóia, da qual se deve cuidar com o maior empenho, ou se é uma bijuteria de lata que está sendo elevada à categoria de jóia.


   
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