
Sexualidade
Aquele que quer ser tudo não pode ser nada - Arthur Schopenhauer
Acho que lá no fundinho é isso que pensamos talvez (in)conscientemente quando desejamos ser boas mães, esposas, donas de casa e... profissionais de sucesso. Ah! Queremos ser modelos também. Só isso... Então nós vamos à luta para conquistar esta pequena lista de desejos.
Profissionalmente quanto mais bem sucedidas maior o número de compromissos e maior o tempo gasto neste plano. É nessa hora que o outro lado dá sinal de que também precisa de tempo e atenção e o dia continua a ter as mesmas míseras 24 horas. As escolhas são excludentes. Concluímos, então, que realmente não tem como sermos bem sucedidas no plano pessoal e profissional. Começamos a pensar em reduzir a dedicação ao profissional e aumentar a dedicação ao pessoal.
Às vezes, confesso, fico pesando porque não me conformo em ser uma profissional ok ao invés de querer ser uma super profissional, por que raios eu nasci assim... eu continuaria a ganhar o suficiente. Mas não é isso, é o prazer de ser reconhecida pelo que faz e fazer bem feito. É o prazer de pensar e provar que é possível sim ser boa mãe, esposa e profissional. Então, desabafamos com amigas, escutamos conversas sobre crianças, casa e descobrimos que certas coisas acontecem com todas mesmo com aquelas que se dedicam exclusivamente ao lar. Ou seja, são próprios de determinadas fases da vida e nos sentimos confortadas a continuar lutando para conquistar aquela listinha. Mas não demora muito e mesmo sem nenhum problema em casa a gente volta a se culpar por chegar tarde, por trabalhar muito, etc...
Nesta hora somos duras conosco e esquecemos que sempre que possível fazemos questão de levar e buscar o filho na escola, que tiramos um tempo para sair, programamos viagens, contamos histórias para dormir, que fazemos questão de ir ver todas as apresentações do filho e ficamos babando de orgulho. Aquele que quer ser tudo não pode ser nada. Será?
Quem me respondeu isto foi minha filha de 4 anos, Leonora. Na sexta feira antes do dia das mães fui buscá-la na escola e passamos numa papelaria. Ela viu os cartões e quis comprar um para me dar no dia das mães. Quando chegamos em casa ela me disse que queria escrever o cartão. Eu perguntei o que ela queria escrever e ela pediu para eu soletrar a palavra AMOR. Ela escreveu e assinou seu nome. Pediu-me cola para fechar o envelope e disse que iria guardá-lo para entregar-me no dia das mães. Neste dia ela me entregou e disse: Amo você! Apesar de toda a correria, hora maior hora menor o que importa nesta balança pessoal x profissional é saber se um não está sacrificando o outro.
Então, enquanto MÃE significar para minha filha AMOR e enquanto eu estiver sendo para meu marido seu esteio de aroeira saberei que minhas escolhas não estão sendo excludentes e continuarei tendo forças para enfrentar esta tripla jornada.
A vocês, leitoras, desejo todo o sucesso na concretização dos seus sonhos!
Juliane Paranhos , oftalmologista mãe e esposa
Ansiedade
por - Walnei Arenque
Sabe aquela inquietação, aquele desejo exagerado, aquela vontade de vivenciar alguma coisa rapidamente, aquele desejo de antecipação, aquele medo ou apreensão, ou até mesmo aquele sentimento de desastre iminente associados com vários graus de excitação?
São as características de ansiedade. Hoje em dia é normal que nós tenhamos e passemos por momentos de ansiedade, uma vez que vivemos afobados, com receios, inseguros. Temos que resolver várias coisas ao mesmo tempo e, além dos problemas do agora, temos que resolver os do amanhã e depois de amanhã, tudo isso rápido, muitas vezes nos levando ao sentimento de competição e comparação, colocando-nos em posição de alerta constante.
Com tudo isso, é claro que o desejo de acabar ou terminar certas coisas ou certos sentimentos nos assolam de forma impiedosa! A ansiedade é um fato normal, mas pode, com o tempo, passar dos limites, trazendo problemas para nossa qualidade de vida. E é na qualidade de vida que sempre venho falando... É o que temos que pensar e buscar.
Na ansiedade, pelo menos 6 dos 18 sintomas descritos abaixo, freqüentemente estão presentes: Irritabilidade Resposta de alerta exagerado Ondas de calor ou arrepios Micção freqüente Tremores, contrações musculares ou sentir-se nervoso. Respiração curta ou sensação de sufocamento; Palpitações Tensão muscular, dores ou sensibilidade aumentada. Inquietação Sentir-se facilmente fatigado Suores ou mãos frias e pegajosas Boca seca Tontura ou vertigem Náusea, diarréia.
Problemas ao engolir ou nó na garganta Sensação de excitação ou nervos "à flor da pele" Dificuldade de concentração ou a mente fica "vazia" devido à ansiedade Problemas para adormecer ou continuar dormindo Fica claro que a sintomatologia da ansiedade não é apenas psíquica, que varia de pessoa para pessoa, fortemente influenciado pela personalidade e formas de enfrentamento de uma determinada situação, mas também é sobretudo física, tendo também variação da intensidade de pessoa a pessoa. Estima-se que 5% da população em geral tenha ansiedade generalizada e tenha uma ocorrência duas vezes mais nos sexo feminino.
Uma vez que você se vê nesta situação, vamos a uma dica! Concentre-se na sua respiração, a sua freqüência respiratória precisa ser diminuída e para tal você deve inspirar lentamente e em seguida deve-se expirar e tirar todo ar do pulmão com ajuda do diafragma, de uma forma bem lenta. A respiração tem a capacidade de controlar o corpo e mente. Repita este exercício várias vezes... É eficaz... E como diz um psiquiatra amigo meu -"Uma coisa de cada vez". Sempre...
Walnei Arenque - Psicóloga CRP 06/36768-4 E-mail: wapb@uol.com.br
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